segunda-feira, 21 de outubro de 2019

O Mar, a Pedra e Eu,

As Tardes

 

Esquecer-se de si,  

na reminiscência das mimosas,

anunciação, tempo festivo,

andorinhas no ar, vívidas,

constroem ninhos com folhas da romãzeira

frescas, renovadas a seu tempo

bicos de artesãos!

 

E as sestas sob o alpendre

axadrezado de troncos e flores,

Ó como são serenas as tardes!

há uma íntima alegria na renovação

 

das coisas, do que é Ser o Belo!

uma andorinha não é “coisa…”

natureza, exaltação e testemunho etéreo

que nos faz beber o canto nas tardes;

 

Um som ao longe,

Os sinos às Trindades, o murmúrio dos ciprestes

E o caminho solitário…

Ó como são serenas as tardes!

 

Ofélia Cabaço

2023-Janeiro-10

 

 

 

 

 

 

 




Sem comentários:

Enviar um comentário